• julia amadio

A representatividade nas mãos de Meghan Markle

"My high school had cliques: the black girls and white girls, the Filipino and the Latina girls. Being biracial, I fell somewhere in between. So everyday during lunch, I busied myself with meetings – French club, student body, whatever one could possibly do between noon and 1pm- I was there. Not so that I was more involved, but so that I wouldn’t have to eat alone." (The Tig)



Tradução: No meu ensino médio tinha panelinhas: as garotas negras e as garotas brancas, as filipinas e as meninas latinas. Sendo biracial, eu me sentia no meio. Então, todos os dias, durante o almoço, eu me ocupava com reuniões - clube de francês, corpo discente, qualquer coisa que eu pudesse fazer durante o meio dia até 13h- eu estava lá. Não para apenas me envolver, mas para que eu não almoçasse sozinha.

Hoje, dia 19/05/2018 foi o dia mais esperado para todos os amantes da cultura inglesa: o casamento real! Porém, não estou aqui para falar sobre ele, mas para falar da noiva em questão: Meghan Markle.


Acredito que na nossa situação todos já devem conhece-la, mas de qualquer forma, aqui vai uma breve descrição sobre ela: nascida no dia 4 de agosto (leonina) em Los Angeles, formada atriz e em relações internacionais na universidade de Northwestern, fala espanhol -inclusive passou uns meses na argentina-, possui mãe negra, pai branco, biracial, feminista, divorciada em 2011 e atualmente casada com príncipe Harry.


Estou comentando umas características pontuais para mostrar que em um meio onde tantas pessoas da realeza são britânicas -brancas, com família estável e ricas- temos Meghan, uma garota americana de pele parda, pais de diferentes etnias, atriz e anteriormente divorciada. Todos esses adjetivos são motivos de preconceito em um mundo com muita intolerância, onde a minoria ainda sofre por questões culturais.



Meghan, assim como muitos, sofreu racismo, piadas sexistas, comentários maldosos e outras coisas nesse período de tempo que ela passou a se relacionar com o duque. Porém, ela está carregando um fardo, um simbolo para todas as pessoas que passaram e estão passando pelo mesmo que ela. Sim, nós temos muitas mulheres fortes na industria, porém Meghan está adquirindo um título e junto com esse título ela leva, na pele, a representação de uma classe não dominante.


Eu me declaro abertamente como parda, porém a tonalidade da minha pele foi, durante muito tempo, um motivo de vergonha. Não conseguia entender como a pele classificada popularmente como morena era um bom motivo. Aliás eu sempre quis ser branca por conta de todas as notícia que eu via, de todos os filmes que eu assistia, de todas as modelos que eu seguia, ou seja, de toda a mídia e a sua imposição. Eu queria ser igual a elas. Mas, finalmente, vejo uma mulher forte, bonita, simpática e com diversas características incríveis a quais eu posso me inspirar. Não falo apenas por mim, mas falo por todas as garotas que um dia chegaram a menosprezar as próprias características por conta de falta de representatividade.



Claro que ela está longe de ser apenas um ícone de moda, ou uma modelo de inspiração! Meghan também é a representação de alguém que luta pelo o que reconhece ser certo, não é à toa que ela possuía uma cadeira nas Nações Unidas, além de conselheira na One Young World, onde buscava a igualdade entre gêneros.


Então Meghan, acredito que eu não posso te dar nada além de boa sorte (e dos parabéns, claro), até por que milhares de pessoas necessitam de você agora!!!


Nothing but respect for my queen!!!


0 visualização

Receba as novidades

©2023 by Mrs Frost. Proudly created with Wix.com

  • Grey Spotify Ícone